A traça-dos-alimentos não surge do nada
Quase sempre ela chega em casa dentro de um pacote de cereais — e essa é a chave para detê-la.
A traça-dos-alimentos é descoberta de repente: há teias, grumos e larvas no pacote de cereais e, alguns dias depois, as mariposas voam por toda a cozinha. A sensação de surpresa engana — nessa altura, a infestação geralmente já tem várias semanas.
Quase sempre, a traça entra em casa com os alimentos. A infestação ocorre no armazém, na loja ou ainda na produção, e o consumidor leva um pacote com ovos já depositados. É impossível percebê-los no momento da compra, por isso a limpeza da cozinha não protege contra isso.
O que realmente reduz o risco: transferir cereais, farinha, frutas secas e nozes para recipientes bem fechados — de vidro ou plástico, com vedação. A traça rói a embalagem original ou simplesmente entra por baixo da borda dobrada, e um pacote infestado contamina facilmente as embalagens vizinhas.
Se a traça já foi encontrada, medidas pela metade não funcionam. Será preciso revisar todos os estoques de produtos secos, não apenas o pacote onde ela foi encontrada: descartar os infestados e lavar o armário inteiro, prestando atenção especial aos cantos, junções e furos sob as prateleiras — é ali que ela empupa. O casulo muitas vezes não está nos cereais, mas no teto do armário.
Entre os produtos para a cozinha, as armadilhas são as mais adequadas: são seguras perto dos alimentos e também mostram a dimensão do problema. Se várias mariposas caírem na armadilha em uma semana, o foco é local. Se forem vinte, ainda há alguma fonte intocada, e é preciso continuar procurando.